Anoiteceu… O ar tem outro aroma à noite, durante o dia arde e quando anoitece nos acaricia. Liguei o carro e fui para a 2a2. Era sábado, cheguei pelas 23h, a casa ainda estava calma.

Durante o caminho, resgatei uma das beldades da VM, Vanessa. Ela se revelou uma companhia surpreendente, entrou totalmente no clima, era um dos gemidos mais gostosos que se ouviam pelos corredores da luxúria e havia o detalhe de ser sua primeira vez no Swing.

A Vanessa é uma mulata de 1,70, cabelos compridos, corpo perfeito, seios firmes, rosto de traços finíssimos e o sorriso mais lindo que brilhou aos meus olhos nos últimos tempos. Mas a principal revelação da Vanessa é o seu fogo, a mulher tem um tesão sobrenatural. Ela é daquele tipo de mulher que nos excita pelo tesão, pelos gemidos, pela entrega. Um diamante essa menina!

Conheci a Vanessa na semana passada, numa das minhas idas quase diárias a VM, repeti vários períodos com ela. No último encontro, antes do Swing, eu a convidei para irmos ao 2a2, ela aceitou e não me cobrou nada. Algumas meninas da Mimosa têm esse compromisso de fidelidade com o cliente, a Vanessa já não é a primeira que saio fora e não me pede nada, elas se tornam amigas, não são gananciosas. Talvez, esse seja um dos grandes diferenciais de algumas Frees da VM, são frugais, não vivem para a ganância, não buscam o luxo ou a futilidades.

Dançando num vestido curto, pernas torneadas, movimentos de enguia, veneno de sensualidade, a Vanessa incendiou a pista, sequestrou olhares e cobiças.

Quando o relógio anunciou 00h: 30, a 2a2 estava lotada.

Subimos para o andar onde mora a orgia. Quase não havia espaço para andar, o cheiro de sexo estava forte neste dia. Era impossível escapar a um sarro ou um amasso no “corredor polonês”. Encostamo-nos à primeira esquina escura que vimos e ficamos observando a guerra dos sexos. No canto oposto ao nosso, um felizardo era chupado por três mulheres. Não senti inveja, amigo leitor, mas quis estar no lugar daquele rapaz. Duas das mulheres que o abocanhavam eram lindas, loiras e ferozes.

De repente, encosta um casal ao nosso lado, mantenho o amasso com a minha parceira, o gemido da Vanessa é uma isca eficiente em Clube de Swing. Foi rápido, logo a mulher do cara ao meu lado chapa a mão sobre o meu pênis e aperta. É o sinal! A modulação dos gemidos da Vanessa muda subitamente, dei uma verificada e constatei uma terceira mão sobre o corpo da minha menina. Depois disso, não éramos mais dois casais, éramos um novelo embolado.

Muito arrocho, mãos para todos os lados e uma voz sugere que entremos numa das cabines que estava livre, o novelo embolado estava crescendo demais, outros casais se aproximavam… Entramos numa alcova, trancamos a porta e acenderam a luz…

… …

Perdoe-me, parceiro leitor, releve esses instantes de silêncio, mas ainda fico chocado quando me recordo do que vi e vivi. A mulher do outro casal era linda, dona de uns olhos verdes que hipnotizam. Fiquei inebriado por aqueles olhos, até que me ocorreu apreciar o corpo que acompanhava aquelas duas esmeraldas cintilantes…

… …

Desculpe-me novamente o silêncio, confrade leitor, foi o choque. A outra mulher não tinha um braço, ou melhor, tinha apenas a metade do braço, um cotoco que ficava exposto por uma blusa de manga curta. Brochei!

Preste atenção, meu fiel companheiro de letras, não foi o aleijão que me fez brochar, mas foi a surpresa desconcertante que aleijou o meu desejo. Ao menos, se eu tivesse pressentido a falta do braço antes… Mas eu não percebi! A mulher era bonita, mas era maneta!

Não, não posso ser um preconceituoso! Não sou um preconceituoso! Não foi a maneta que me fez perder o tesão, foi o espanto, foi isso que detonou o espasmo psicológico que me tornou inútil sexualmente. A menina era deliciosa, mas maneta!

Enquanto a minha mulata se desfazia em gritos motivados pelo coito, eu fiquei conversando com a Maneta sobre a epidemia de dengue, a violência do Rio, debatendo sobre as diferenças de qualidade de vida entre os bairros cariocas, falamos até sobre política.

Poderia ter sido um sexo maravilhoso, eu poderia ter ficado encantado com a presença daqueles olhos brilhantes e verdes, poderia ter me deleitado naquele corpo mignon e quase todo bem desenhado. Eu poderia ter me apaixonado e não foi a falta do braço que impediu a paixão, foi o inesperado que nos legou a fuga da libido.

O que é um braço para o sexo, não é nada, absolutamente nada! A falta de um braço não teria feito a menor diferença para o meu pau, foram os meus olhos os traidores, quando pensaram que iriam ver um par, encontraram o singular, não se conformaram.

Eu olhava a maneta com compaixão e pensava: “Coitada, não tem um braço…”

A maneta me olhava com compreensão e se resignava:

“Tadinho, é brocha…”

Minha companheira retornou ao meu convívio, depois de gritar e gozar intensamente, voltou desgrenhada e com o semblante confuso. Despedimo-nos do outro casal e voltamos para a boate.

Não havia mais clima, meu cérebro girava somente sobre a questão interminável que relacionava o sexo ao braço, minha mente travou reflexão sobre a relação entre o instinto e um membro do corpo, havia também o sentido da visão permeando todo o tema. E eu ia filosofando enquanto uma loira fazia strip-tease no palco da boate.

Não alcancei conclusão nenhuma, mas lembrei que tínhamos pernas e foram elas que nos levaram de volta ao aconchego alienante do lar.